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Kieran Hebden está fazendo música desde sua adolescência. Ele montou uma banca com Adem Ihan e Sam Jeffers, o Fridge, quando todos estudavam na mesma escola em Putney, sudoeste de Londres.
Entre 1997 e 1999, o Fridge lançou três discos ("Ceefax" e "Semaphore" pela Output Recordings, "Eph" pela Go!Beat), além de muitos singles e EPs (que foram compilados no cd duplo "Sevens & Twelves"). Eles fizeram turnês com Godspeed You Black Emperor! e To Rococo Rot, confundindo o público com seu som. Rock? Jazz? Ambient? Eletrônica? Para o Fridge não havia fronteiras.
Em 1997, Kieran passou a lançar seu trabalho solo sob o nome Four Tet. Seus dois primeiros singles, "Thirtysixtwentyfive" e "Misnomer", receberam o título de "Single da Semana" na NME, enquanto "Dialogue" (Output, 1999) – lançado quando ele tinha apenas 21 anos – confirmou o status de Kieran como um novo talento.
Mesmo com seu reconhecimento aumentando, o único lançamento de Four Tet em 2000 foi o aclamado EP split com o Pole, lançado pela Leaf. Nesse período, Kieran remixou e produziu faixas para Aphex Twin, David Holmes, Cinematic Orchestra, entre outros. Ao final de 2000, o quarto disco do Fridge ficou pronto.
Com o disco "Pause" (2001), começa a fase de Four Tet na Domino. Depois, ainda vieram dois discos de estúdio: "Rounds" (2003) e seu último disco, "Everything Ecstatic" (2005), que a Slag lança no Brasil.
Esse último disco, muito esperado (e com razão), é tão encantador quanto qualquer coisa que já recebeu a estampa "Four Tet". Assim como "Rounds" levou a música eletrônica a outro patamar dois anos atrás, o quarto álbum de Four Tet redefine os parâmetros sobre o que é possível que se faça sob o manto desse estilo fascinante, sempre mutante e fértil.
"Um princípio que eu carrego comigo é o de ter certeza de que não estou me repetindo, mas sim que estou indo para lugares novos", diz Kieran. "Isso foi possível nesse disco mais do que em qualquer outro. O modo como as pessoas estavam se relacionando com a minha música – em especial se elas leram que eu estava fazendo 'folk eletrônico'– não fazia mais sentido para mim e estava começando a me deixar louco. Então, comecei com um sentimento de rebelião e isso veio do 'folk eletrônico'".
Sua música tornou-se mais dura, mais direta e mais agressiva. Esse é o impulso que está por trás de "Everything Ecstatic".
Four Tet já se apresentou duas vezes por aqui: no fim de 2002, quando tocou em um pequeno teatro localizado na Rua Teodoro Sampaio (Kieran estava por aqui para participar de um workshop), e em 2004, na edição brasileira do Sonar. |