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Diplo
"Florida" (2005)

 

Após muito tempo para acontecer, muita conversa, muita gritaria, muito hype, enfim chegou a hora de ver Diplo liberar seu disco de estréia, "Florida", lançado pela Big Dada/Ninja Tune. E no Brasil pela Slag Records/Batidão no segundo semestre de 2005.

Nascido no Mississipi e agora morando no norte da Filadélfia, Diplo (Wesley Pentz) foi criado na Flórida, onde se viu cercado em sua infância pelos barcos para pesca de camarões e pelos mistérios dos pântanos, criando em sua cabeça, cheia de referências das revistas em quadrinhos, um lugar sobrenatural para dinossauros, meninas hippies nuas e muita violência. Uma grande influência musical foi o Miami Bass, lá pelos 13 ou 14 anos.

Em seu primeiro disco, Diplo usa os sons e experiências dessa época (as reais e imaginárias) e as transforma em algo totalmente novo - um hip hop dançante que combina seu amor pelos estalos ecoantes e estridentes de baixo com a sensibilidade para os samplers e para as contenções e relaxamentos que um compositor clássico sabe manipular. Os resultados são belos e em estado de êxtase, com quedas de tempo e retomadas, e momentos rápidos e futuristas como uma nave espacial.

Já renomado nos Estados Unidos como DJ (em função do sucesso das mixtapes Favela on Blast e a da MC M.I.A., das festas do Hollertronix - coletivo de hip hop no qual Diplo é DJ, e do remix que fez para RJD2), as habilidades de Diplo como produtor já o levaram a trabalhar com David Banner e Bigg Jus (do Company Flow). E a força dessa produção significa que seu quase inteiramente disco instrumental é também abençoado pelos vocais de VYBZ Cartel (de "Up 2 Di Time" e a mais famosa estrela da Jamaica nos dias de hoje), P.E.A.C.E (a lenda do Freestyle Fellowship) e pela MC Pantera (das Danadinhas, o conjunto de funk do Rio de Janeiro). Não deixando que essas contribuições superem sua produção, Diplo as usa como "stand-outs" em um disco coeso, não como uma junção de músicas que não se relacionam.

As referências para Diplo são: hip hop, crunk, dancehall, bhangra e "favela funk of Rio de Janeiro", como lá fora é conhecido o funk carioca. Diplo realiza um DJ set no "Baltimore Club". Ele abusa das batidas quebradas, utiliza-se de house e nesse contexto insere os breakbeats. Mescla, para dar um exemplo, com o hip hop de 8ball.

A relação com o Brasil teve início no ano passado, quando Diplo veio ao Rio de Janeiro. Ele veio fazer uma matéria para a revista FADER sobre o som que encontraria por aqui. Diplo conheceu o fotógrafo Cale (www.cale.com.br), que o levou para os bailes nas favelas. Lá entrou em contato com o underground que procurava: um sistema auto-suficiente de festas, DJ's e mixtapes.

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